“O Poço”, filme espanhol da Netflix traz reflexão sobre desigualdades sociais

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Simony Maiahttps://www.thehypestuff.com/
Estudante de jornalismo. Apaixonada pela cultura urbana e fotografia.

Durante esse tempo de isolamento social, todos nós temos algo em comum: a sede por querer ocupar a nossa mente com a maior quantidade de coisas possíveis. E hoje, vamos falar sobre um filme que está causando uma grande reflexão em todos que o assistem. O Poço, o mais novo filme espanhol da Netflix fala de forma discreta sobre as desigualdades sociais vividas lá, no mundo fictício, e aqui fora, no mundo real. Se você ainda não assistiu ao filme, cuidado, pois aqui tem muito spoiler.

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O Poço estreou recentemente e fala sobre uma plataforma, chamada no filme de “Poço“, em que 666 pessoas são confinadas, tendo que viver em níveis que são escolhidos aleatoriamente. Uma vez por dia, os indivíduos recebem um baquete, que é montado minuciosamente pela equipe organizadora da cozinha do local; nele contém todo tipo de prato, até os favoritos de quem for entrando no poço; tudo seria perfeito se não houvesse um problema: a comida não chega a todos de forma igualitária.

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A história se inicia quando um homem, apaixonado por leitura, Goreng (Ivan Massagué), acorda no Poço, mais precisamente no nível 42. O homem evidentemente entra sem saber as atrocidades que acontecem ali, mas ao passar dos dias e das informações fornecidas por seu até então companheiro de cela, ele começa a notar que o lugar não era o que ele imaginava.

Goreng passa por diversos níveis, dos melhores, aos piores. Em níveis superiores, ele come as melhores comidas, no entanto, em níveis inferiores, ele se vê obrigado a comer, literalmente, o seu respectivo colega de quarto. O homem passa por diversos quartos, e conhece diferentes pessoas até encontrar Baharat (Emilio Buale Coka), juntos eles vão atrás de uma saída daquele lugar horrível e em busca de uma mensagem para os donos do lugar, porém, os dois acabam morrendo ao tentar chegar no último nível do Poço.

Mas não pense que tudo está perdido, mesmo estando mortos, eles conseguem, ou pelo menos o enredo do filme da entender que eles conseguem avisar os diretores do Poço que lá não existe solidariedade e que as pessoas acabam se matando para ter o que comer. Durante a travessia da plataforma, em seu último nível, os dois homens encontram uma criança – que vem sendo procurada por uma moça que acaba morrendo ao longo do filme – e entendem que a criança é a resposta que eles procuravam.

O Poço é um filme bem pensado, e que deixa evidente todas as desigualdades sociais. Ele fala sobre empatia, e como as pessoas agem quando estão em seu pior momento, mas também como continuam a agir quando chegam a um momento bom. O filme passa uma sensação de aprisionamento e sufoco ao telespectador, como se estivéssemos dentro dele e vivendo aquela situação. O longa é pesado, sangrento e angustiante.

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