Mano Brown e Drauzio Varella falam sobre racismo, desigualdade e mais durante live

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Simony Maiahttps://www.thehypestuff.com/
Estudante de jornalismo. Apaixonada pela cultura urbana e fotografia.

Nesta quarta-feira (24) Mano Brown se uniu a Drauzio Varella em uma live que falou sobre racismo, música, desigualdade social e mais. A conversa entre os dois começou às 18h e durou cerca de uma hora.

Em determinado momento da entrevista, Brown falou sobre o termo “pardo”, que ele se considera um homem preto, mas que muitas pessoas tentam deslegitimar a sua cor, o dizendo que ele se encaixaria muito bem em um ambiente de pessoas brancas. O rapper também contou que sua mãe – uma mulher preta de pele retinta – sempre o dizia que o pai de Brown era branco e ele “mulato”, porém, ao longo da vida o cantor do Racionais Mc’s passou a entender o quão pejorativo era o termo e passou a não usa-lo.

“Eu tenho que me impor como preto todo dia, os cara quer me passar como branco. Agora, eu já vivi isso tudo no meio de branco, passa mal. Tá pensando que eles confunde? Eles não confunde. Eles sabem exatamente quem é você, não adianta você querer se passar como um deles [brancos]”, disse Brown.

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O rapper ainda contou que já ouviu falarem para ele que ele poderia se passar por branco, se quisesse. “Teve um cara que falou pra mim ‘Você podia passar por branco’, falei ‘O que, chara? Ta pensando que os branco é trouxa?'”

Mano Brown, um preto de pele clara, explicou em sua live sobre o colorismo e o critério de passabilidade mesmo sem usar desses termos, trazendo a discussão para uma linguagem mais acessível.

O médico mais conhecido do Brasil, Drauzio Varella, questionou Brown sobre a sua visão em relação aos rappers da atualidade e o caminho para quem está se inserindo agora na cena. “O caminho tá muito pior. O cara que entra no movimento e tem logo de cara concorrer com o Djonga, mano, Rincon, Emicida, e uma pá. E pra citar alguns, vou ter que ter um pouco de cuidado aqui”, comentou o rapper.

Mano Brown também foi questionado se já pensou em escrever um livro, ao que ele respondeu: “Pensei. Acho que tenho que correr com isso também, porque daqui a pouco deixo de ser interessante e aí já era. Sabe que tem que tá mostrando o jogo, o jogo em campo. Viver de lenda, esquece.”

Assista a entrevista completa abaixo, onde diversas temáticas foram abordadas.

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